Sentado nesta mesa, universo presente mas com a cabeça ausente.Estou aqui em massa física de corpo presente, mas com a cabeça e os pensamentos tão distantes.
Viajo em um universo de imagens, palavras e memórias, tudo o que tento passar para o que eu escrevo é algo além do que sinto neste momento, estou cansado de tanta subjetividade.Será que existe alguém se quer no mundo que nunca tenha amado, que nunca tenha sentido e que nunca tenha chorado? Haveria alguém se quer que não tenha uma ferida curada na alma pra mostrar?
Impossivel! A subjetividade e o lirísmo esta e sempre esteve e estará presente.Como já lhes disse não quero ser intimista e tão pouco falar de algo que sinto.Eu procuro palavras, sim palavras porque elas podem chegar ao coração e mecher com a razão, mas aonde estará elas agora?! já fui tão longe e não consegui encontra-las; é preciso escrever algo.
Este óculos, o café, o silêncio e aquele travessão piscando na tela me intimidam, me ameaçam a escrever algo, constantemente esta frase se repete em minha cabeça "é preciso escrever" Como um grande homem já disse "Quem mergulha em um rio duas vezes não mergulha nas mesmas aguas." Estou novamente afundado em um universo distante, intimidado pela razão e pelos sentimentos, na maioria dos casos um se opõe ao outro e então o que temerei?! Sou escritor, sim escritor do meu futuro e poeta da minha alma. Estou sempre inserido neste universo de prazer e dor constantes.
Luiz Arceli
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